quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A Casa

Por.: Rafael Bernini



-Dia cansativo hoje. – diz Jazz a seu irmão Ralf.

-Nem se fala. Trabalhar na pedreira e ainda volta pra casa a pé não é fácil.

-O pior é ter que carregar essas picaretas nas costa.

-Nem se fala, não vejo à hora de chegar a casa e tomar um banho.

-Ralf, o que você acha de passarmos na casa velha e tomarmos banho de água encanada?

Evita de termos que ir buscar água no rio.

-Mas os boatos que dizem da casa velha? Acha que deveríamos arriscar.

-Aquela chacina aconteceu há anos, você não acredita em fantasmas e espíritos? Acredita?

-Vamos então que já esta escurecendo.

-Vamos.

Jazz e Ralf eram irmãos, trabalhavam na pedreira, eram extremamente fortes e bem apresentáveis. Moravam em um pequeno sitio a beira de um rio que o qual passava perto da casa velha e acabava no fim da pedreira com alguns quilômetros até o lago que passava pela cidade. Jazz e Ralf estavam perto da casa velha, construída no século passado, devia ter sido construído por mineiros que escavavam a mina por aquelas épocas, era ano de mil novecentos e quarenta e nove, um ano dura de revoluções ao qual o interior não havia sido afetado. -Cara que Casa medonha.

-É mesmo, mais fiquei sabendo que a água que cai pelo encanamento é ótima.

-Vamos que quero conhecer logo essa casa.

Cruzaram um pequeno jardim, e forçaram a porta amarrada por correntes e um grande cadeado de ferro. Tinha um grande salão até chegar às escadarias com salas para os dois lados e um corredor tremendamente escuro que passava por traz da escada e saiam em algum lugar com certeza. Jazz colocou o pé em cima do primeiro degrau.

-A onde vai? – perguntou Ralf.

-O encanamento é lá em cima.

-Não me disse que teríamos que ir lá em cima?

-Se esta com medo volte ninguém esta te impedindo.

-Vai se ferrar.

-Então vamos.

Subindo bem de vagar as escadas estavam podres, lentamente degrau sobre degrau. O piso superior parecia ainda mais assombroso. Ao cegar no andar Ralf da um grito e cai para traz.

-O que aconteceu? – pergunta Jazz

-Pensei em ter visto alguém no fim do corredor.

-Você esta ficando maluco. É só um espelho vamos logo que ainda quero tomar banho e chegar em casa logo. Subindo para o segundo andar em direção a um quarto que ficava entre o encontro dos dois lados da escada abriram a porta que era imensa e de madeira escura e maciça.

Forçando-a para que pudessem abrir um forte cheiro entra em seus narizes, não sabiam o que era aquele cheiro mais não era estranho.

-Nossa que fedor.

-Que cheiro do inferno. Agora acho que não foi uma boa idéia termos vindo. – diz Jazz.

-Agora que percebeu que era uma boa idéia

-Olha só esse quarto. Queria ter um desses para mim. – Olhando dentro do quarto era imenso estava vazio mais muito bem distribuído com a janela que dava a lado do jardim que deveria se a vista mais bonita antes de ser totalmente abandonada.

-Ei Ralf? Olha o banheiro.

Ralf seguiu em direção ao banheiro era enorme e na ponta o cano havia um chuveiro.

-Olha só que negocio invocado. Deve ser isso que chamam de chuveiro. Vamos. – ambos tiram a roupa ficando apenas de ceroulas.

Aquilo jogava água como nunca tinham visto, estavam se deliciando com a brincadeira mais começou a faltar água e secou o chuveiro.

-Maldito.

-Acabou a água. - Já aproveitamos o suficiente, vamos embora. – diz Ralf. -Certo ambos se vestiam, quando Ralf para e passos de vagar em outra parede.

-Jazz? Jazz?

-Que é?

-Fale baixo.

-Por quê?

-Tem alguém no outro cômodo.

-Como assim?

-Coloque o ouvido aqui. Encostado o ouvido ambos escutam passos no cômodo ao lado, alguns gemidos e resmungos acompanhavam seus ouvidos fazendo tremer até a espinha.

Algumas barras de ferro continuavam a cair no chão.

-Estranho?
-O que é estranho Ralf?

-Ferros caindo. Por que teria ferros caindo no outro cômodo?

-Escuta. – Jazz fez sinal para que Ralf colocasse o ouvido novamente na parede.

-O que é Jazz. – resmungou.

-Os paços estão ficando mais forte.

Como se houvesse encostado rente a parede um silencio súbito tomou conta.

-Parou?

-Sim.

Uma tremenda cacetada de ferro zune no outro cômodo fazendo com que os irmãos caem apavorados no chão.

-O que é isso?

Sinais começavam a aparecer de frente onde tinham colocado o ouvido.

-Vamos embora.

Ambos se levantam e saem correndo e para após tela cruzada.

-Que merda é essa?

-Ou droga.

O lugar tinha mudado totalmente aquilo parecia um inferno o lugar estava banhado em sangue.

-O meu Deus – diz Ralf.

-Vamos por ali.

Seguiram em direção ao corredor onde acharam a escada que descia para o próximo andar.

Os barulhos de ferro caindo pelo chão, eram atordoantes.

Desceram as escadas.

-Jazz não foi aqui que subimos.

Passos e gritos ecoam no andar.

-Não vai ficar para procurar a outra vai?

-Não.
-Então venha.

Chegando ao meio da escada ambos param.

-Espera. O barulho acabou.

-Parece que sim.

De repente as vidraças são arrebentadas por pedras e novamente os gritos cada vez mais fortes.

-Desce! Desce! Desce! – gritava Ralf.

Viraram o corredor como uns loucos chegaram a próxima escada. Antes de descerem Ralf olha para traz e vê uma garota saindo da sombra, parecia estar chorando, a luz da lua mostrava metade do seu rosto. Era uma garotinha linda.

-Quem é você garota.

Ela apenas chorava e segurava uma boneca de pano com o rosto arredondado e cabelos de lã.

-Você está maluco Ralf. Não tem ninguém ai.

-Claro que tem é uma garotinha de cabelos até o ombro.

-Não tem ninguém vamos.

Ralf via a garota, e de vagar ela se aproximava aquilo lhe dava calafrios. Com pequenos paços ela vinha e vinha. Quando a lua iluminou completamente seu rosto metade era totalmente desfigurado via-se um dos olhos pendurados e todo arrebentado ossos e nervos podres. Aquilo revirou o estomago de Ralf.

-Corre Jazz, corre.

-Merda.
Desceram as escadas e chegaram ao corredor. O andar de baixo estava pegando fogo.

-Como foi pegar fogo aqui?

-Eu que não quero saber.

-O meu Deus! O meu Deus! – Jazz olhava os corpos que se queimavam como fogo.

Acharam a saída e correram até o pequeno portão. Quando olham o lugar esta do jeito que chegaram.

-Ralf você esta com meus óculos?

-Não o vi usar ele hoje.

-Estava no meu bolso.

-Vamos embora amanha a gente procura. Ainda estou apavorado com essa casa.

-Mais juraria que tinha colocado no meu bolso.

Na manha seguinte os dois irmãos descem para tomar café. Sentam-se a mesa, Ralf caçoa de seu irmão. Ambos ainda estavam apavorados com o que tinha acontecido mais chegaram a uma conclusão de que aquilo não deveria mais ser mencionado.

-Ai Jazz seus óculos. Não tinha esquecido – um pequeno sorriso saiu da boca de Ralf com grandes pedaços de pão dentro dela.

-Olha é mesmo.

-Mais você o perdeu Jazz. – diz a mãe.

-Não olha ele aqui.

-Logo após se deitarem – diz a mãe. – uma garotinha o trouxe aqui.

-Como assim? – questiona Ralf.

-Uma mocinha de cabelos pretos até os ombros, segurava uma boneca de pano, pele branca.

-Esta de brincadeira?

-Não porque estaria? Preocupei-me com ela parecia estar sozinho e já era tarde. E ela inda me disse que vocês estavam no banheiro da casa dela. O que faziam lá? Ela disse que qualquer dia desses viria nos visitar.

A partir daquele dia nunca mais os irmãos falaram sobre aquilo. Mas a casa ainda se podia ouvir os gritos e berros durante a noite.

Ronda da Noite

Por: Rafael Bernini



Todd apaga seu cigarro no chão entre os becos, onde totalmente alcoolizado estava caído entre os lixos e imundice do lugar. Todd tinha sido um homem de sucesso hoje perseguido por um espírito que o tormenta, ouve vozes, sussurros e um medo horripilante que não o faz olhar para atrás.

Era um dia chuvoso, bebericava um gole de uma wisk barato e fumaça um cigarro, era madrugada os ratos passeavam pelo meio-fio e entrava em bocas-de-lobo que ficavam para drenar a água da chuva. Todd estava apreensivo dessa vez, a mês que não era perseguido ou coisa aparecido, era alem de tudo misterioso, seu medo era confuso de descrever, parecia que gostava de sentir aquilo, o calafrio que lhe subia pela espinha fazia dar pequenas risadinhas maquiavélicas.

Aquela noite não era uma noite comum, era uma noite tenebrosa, a ansiedade era imensa, ele abaixa a aba do chapéu e começa a andar pelos becos, um olhar leve para cima e percebe uma formação magnética que faz com que nuvens negras começassem a tomar forma de um moinho, a lua negra perdia sua forma de sangue e era completamente coberta pelas nuvens e mais forte vinha a chuva.

Agora um olhar de preocupação saia pelos olhos de Todd e uma leve palavra sai de sua boca.

-Merda…

Correndo rapidamente pelo beco, Todd segue firme para direção norte, subindo cada vez mais pelas do beco onde costumava caminhar. Ele percebe que a poucas distancia alguém o persegue passos fortes e tenebrosos, a noite fazia sentir frio do que medo, mas agora não dava mais tempo, pequenos vultos pela sombra faziam espíritos tomar forma em sua frente e uma criatura horripilante aparece atrás dele. Seu sangue gela sua, suas veias saltam, com a mão dentro do casaco, ele retira duas quarenta e quatro de cano longo, eram lindas, tinha um brilho que nenhuma outra arma que já tenha vista, em seu cabo de marfim tinha um crucifixo desenhado e um pequeno rosário preso ao seu braço.

De costas para a criatura, empunha as duas armas. Era um demônio, o sorriso saia da boca de Todd, virando-se lentamente, ele tenta pegar uma boa posição quando a criatura o ataca, tinha uma aparecia horrível um corpo muito fino e aparência de zumbi, pernas e braços bem grandes e m par de asas que se lembra de um morcego, mas toda deformada.

– Não te esperava ver tão cedo Nosferatu.

A criatura com sua aparência horrível.

-Você não perde por esperar, cretino.

Todd avança violentamente para frente dele e esmurra com tanta força queo demônio bate fortemente com a parede fazendo-a rebentar-se toda e com uma velocidade incrível ele está em cima da criatura com uma arma na cabeça e diz.

-Então não espero… – e puxa o gatinho seguidas vezes até que cabeça da criatura se desfizesse com os tiros a queima-roupa.

Os espíritos que rodeavam para a sombra se afastavam, e com um olhar negro ele diz para eles.

-E seja lá quem for que os tenha enviado, fale que não o quero encontrá-lo, e se for quem eu penso que seja eu mesmo vou ir vê-lo nem que seja no inferno…

Os espíritos desapareceram na escuridão do beco úmido e tenebroso, Todd agora sozinho, e com armas no coldre totalmente encharcado pela chuva ajeitava seu chapéu e tentava se aquecer do frio que fazia na noite. Quem será tal criatura? Quem o queria que fosse destruído? Quem é realmente Todd?

Isso é apenas o começo do fim.

A Vingança de Simon

Por.: Rafael Bernini



Uma forte tempestade cai. O portal está aberto…





Meu nome é Simon. Sou príncipe herdeiro de Gorth, reino de Mustapha, meu pai, que era o senhor da guerra e do caos. Sua única obsessão era o poder e a glória.

Éramos descendentes direto de vampiros, a mais alta classe existente. Governávamos palácios e derrubávamos reinos, tempo em que o inferno era apenas um lugar.

Elric era o braço direito de meu pai, foi mordido ainda criança para governar o exército que se preparava para dominar toda escuridão. Mas não foi bem assim que aconteceu. Ele traiu meu pai, atravessando-lhe o peito com uma lança banhada em água benta, que o fez virar pó. Fui torturado e obrigado a viver em um túnel no subterrâneo, preso por correntes santas. Mil anos preso, sentindo cheiro de sangue. Tudo o que queria era uma chance de me vingar e seguir meu caminh para o inferno.

Um cheiro podre toma conta de uma gruta, alguém anda pelos túneis sombrios cantarolando algo ouvido na guerra. Segue até uma porta lacrada por correntes com um imenso cadeado sem encaixe para chave. Um sorriso misterioso toma conta do intruso.

- Querido, ainda usa esses cadeados divinos? Ele não aprende nunca.

Segura o cadeado e o quebra com uma das mãos como gravetos.

Atrás da porta, um corredor. Vários corpos pendurados por correntes.

Um ainda se move.

- Ora, ora. Será que o mundo é tão pequeno assim que acabei o achando num lugar destes?

- Quem é você infeliz? – pergunta o acorrentado.

- Estava passando por aqui e achei interessante te fazer uma visita.

- Quem diabos é você?

- Eu sou aquele que pode te trazer a vida. Eu posso ouvir seus lamentos, sua dor, sua súplica. E o melhor: sinto que você é um dos poucos vampiros que ainda tem uma alma. Sabe por quê? Você é o único que realmente pôde se alimentar do sangue de Cristo, e se tornar o portador do poder.

- E daí?

- Vamos fazer um trato. Devolvo sua força e você me dá o purgatório, o que acha?

- E como posso te dar isso?

- Derrote Nero e me coloque em seu posto. Somente assim poderá chegar até Elric.

- Aceito sua condição. Mas como conseguirei minhas forças de volta?

- Simples!

O homem arranca uma faca de seu bolso, corta um pouco acima de seu ombro e coloca a cabeça de Simon para que possa se alimentar. Em pouco segundos seu corpo revigora.

Simon se levanta e abre suas imensas asas negras. Arrebenta as correntes, mas um pouco delas ainda sobra em seus pulsos, como se fizesse parte de seu corpo agora.

Anda em direção à porta; percebe que o mundo não é mais como antes. Saindo por uma antiga igreja, no cemitério, não tem mais noção de onde está. Segue em frente até uma saída que dá para a imensa cidade. Prédios e grandes edifícios, coisas que nunca imagina-ra ver em sua vida. Alça vôo em direção ao céu nublado. Pára. Sente-se fraco e ainda está com fome.

- Olha que belo – o estranho aparece novamente.

- Preciso me alimentar.

- Então venha comigo. Prazer primeiro, depois alimento.

- Aonde vai me levar? – questiona Simon.

- A Nero.

- Como poderei matá-lo, fraco assim?

- Use as correntes. Mas cuidado, Nero é temido por sua agilidade e esperteza. Para matá-lo, deve arrancar sua cabeça. E não se esqueça, pegue a chave em seu pescoço.

- Sim.

- Então vamos.

Entrando em uma boate, seguem até um andar inferior. Simon logo está sozinho. Vê uma porta rodeada por guardas, imagina que ali está quem procura.

É barrado pelos guardas.

- Aonde pensa que vai?

- Preciso falar com Nero.

- Ele não quer ser incomodado.

- Mas eu insisto – e segue em frente.

O outro segurança o empurra e, com a mão esquerda, Simon o golpeia, afundando o nariz.

Rapidamente, o lugar está rodeado de seguranças. Dão tiros em direção a ele, que se esquiva e vai parar atrás de um balcão. Sente um tiro no braço. Começa a jogar garrafas. Várias. Os cigarros se misturam com o álcool e o fogo se espalha. Ele derruba um e pega a arma. Enquanto os corpos estão sendo queimados, ele segue pare seu objetivo.

Um amplo salão, onde há um jovem muito belo cercado de mulheres.

- Como você entrou aqui?

- Seus guardas beberam demais e acabaram dormindo.

- No que posso ajudar antes que chame mais deles.

Simon aponta a arma.

- Sei o que quer, cretino. Você quer minha chave. Mas isso não acontecerá. Porque nenhum humano pode tirar isso de mim. – diz Nero virando as costas para Simon.

- Já viu humano de asas, idiota!

Um tiro distraiu Nero e logo as correntes estavam apertando seu pescoço e removendo sua cabeça.

- Vejo que fez um belo trabalho, Simon.

- Onde posso encontrar Elric?

- À meia-noite de amanhã, quando o circulo azul estiver no céu, voe para seu centro e entre no seu antigo palácio. Lá saberá o que fazer.

Simon lhe entrega a chave. O estranho desaparece.

Uma forte tempestade cai. O portal está aberto e Simon segue em direção à tormenta. Chega ao pátio central. Sua antiga casa. Seu antigo lar. Agora, com uma bandeira do exército de Elric. Por enquanto. Segue em direção a uma entrada ao norte. Um sorriso toma seu rosto depois de anos. Corre pelos túneis e esgotos, chega a uma clareira, onde havia deixado sua antiga espada.

- Olá, querido irmão – diz Elric, acompanhado de um bando de homens – Que honra! De trás do trono, sai o estranho com a chave na mão.

- Aqui esta, meu mestre, a chave para o sangue da vida eterna.

O sangue de Cristo que é guardado no purgatório.

- Obrigado, Lúcifer, é tão eficiente quanto esperto.

- Seu desgraçado!

Os olhos chamuscam em amarelo e as asas brotam com ferocidade.

- Não terei dó de sua alma quando te matar e te devorar.

- E como isso irá acontecer? – diz Elric – Você esta cercado pelos meus melhores guerreiros. Não há nenhuma chance contra nós.

- Sé é o que pensa.

Empunha a arma e segue correndo em direção a Elric, deslizando a ponta de sua espada no chão numa velocidade espantosa. Crava-a no peito do irmão. O exército vai de encontro a ele, enquanto Lúcifer gargalha. Antes que Simon possa se defender, um clarão e um barulho forte toma conta do lugar.

Quando tudo volta ao normal, estão todos caídos, esquartejados. Lúcifer sumira. Simon olha para o céu, sua vingança está completa, mas agora deve favor a Outro.